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Sábado, Junho 27, 2009 ( 2:32:41 AM ) IVANA SCHMITZ Cancao do Exilio versao seculo 21 Minha terra tem araucarias onde cantam bem-te-vis (e nao vamos nos esquecer do pinhao) Os corvos que por aqui gralham Fazem doer o ouvido!!! Nao permita, meu Deus, por favor, que eu me acabe por aqui Senao terei que ser cremada pra voltar ao Brasil porque pagar transporte de defunto em aviao e' muito caro Eu quero voltar pra la' Ver novamente os quero-queros ouvir de novo o sabia andar nas ruas de paralelepipedo reclamar dos politicos e do transito. E se tudo mudar, meu Deus? E se tudo mudar? O que vai ser de mim quando eu voltar? Nao permita, meu Deus, que eu me acabe sem comer, mais uma vez, palmito, requeijao, rosca e cuca. e um golezinho de chimarrao (eu digo um gole so', porque tem muita cafeina e se eu tomar tudo fico ansiosa e agitada) Meu Deus, tenha misericordia permita que eu fique um pouquinho mais aqui, fazendo um pe' de meia e depois eu volto, compro uma casa no campo ou na praia e poderei ouvir os sabias e os bem-te-vis todo dia. Parece um bom plano, nao? # | ( 2:20:34 AM ) IVANA SCHMITZ A grande poetisa americana Emily Dickinson disse, em um de seus poemas, que se ela conseguisse evitar que o coracao de uma pessoa se entristecesse, entao a vida dela nao teria sido em vao. O original em ingles e' o seguinte: If I can stop one Heart from breaking I shall not live in vain If I can ease one Life the Aching Or cool one Pain Or help one fainting Robin Unto his Nest again I shall not live in Vain. Eu acho esse poema lindo. De certa forma, eu compartilho o sentimento de Dickinson quando recebo carinhosos comentarios e e-mails de leitores dos meus poemas que, ao menos por alguns instantes, tem um sorriso no rosto, uma brisa na alma, apos lerem meus versos. Muito obrigada a todos. # | Quinta-feira, Maio 07, 2009 ( 4:30:58 PM ) IVANA SCHMITZ 2009 Aqui, do outro lado do mundo, eu vejo o ceu azul pela janela da sala ha' pouco vento e' primavera e as flores explodem em cor e perfume O sol quase nunca se esconde como se soubesse que eu preciso de luz pra nao ficar mais triste Daqui, do outro lado do mundo, Eu choro todos os dias antes de dormir e quando chega a aurora Eu penso nas ligacoes que nao fiz Nas conversas que nao tivemos na tua voz, que nao posso mais ouvir Eu lembro, todos os dias, que nao adianta mais pegar o primeiro voo pra chegar ai' amanha de manha Tu ja' nao estas. Os dias continuam vindo alegres, irreverentes, A despeito da minha dor e da tua ausencia A vida corre seu curso Mas eu mudei. Agora, as coisas podem esperar. O trafego nao me incomoda tanto. E esta' tudo bem se alguem chegar atrasado. Eu perdi alguem. Sem negociacao. Sem aviso previo. Agora, so' a minha gente me importa. Todo o resto e' superfluo. Em memoria a Ilva Lucia Schmitz Weber, minha avo' querida. # | Sábado, Fevereiro 14, 2009 ( 3:07:51 AM ) IVANA SCHMITZ Menina bonita do laco de fita vem ca' e me diz por favor quem foi que ensinou o poeta a rimar o sabia a cantar e a roseira a dar flor Menina bonita do laco de fita me explica tambem o porque de haver flor com espinho passarinho sem ninho e tanto alguem sem ninguem # | Terça-feira, Agosto 12, 2008 ( 5:36:49 PM ) IVANA SCHMITZ AUTO-RETRATO Meu nome é Saudade - Intensa. Traduzi-la não convém; Qual seria a recompensa De entendê-la tu também? Sou telha do mesmo barro, sou água do mesmo rio, sou ave do mesmo bando que corre os céus do Brasil. Sou chama do mesmo fogo, perfume da mesma flor, sou voz da mesma vontade; Sou chaga do mesmo Amor. Prazer, meu nome é Saudade. # | Terça-feira, Julho 08, 2008 ( 9:39:35 PM ) IVANA SCHMITZ SENHORA O dia é lindo, lindo. Quente como os braços de quem se ama. Não há nuvens no céu, mas o vento prenuncia chuva. Chuva que explica o calor fora de época. Não tenho mais medo do futuro. O que vai ser, vai ser. Sinto-me leve como a borboleta que acaba de cruzar o cenário diante de meus olhos. Diáfana, diáfana como Cecília Meireles. Não tenho medo de morrer. Porque se morre a cada dia E cada dia nos traz novos sonhos. Eu poderia fazer mil coisas agora: comer, correr, caçar o relógio e sua cruel ditadura. Há coisas por fazer, muitas Mas não. Não quero. Tenho tempo. Agora tenho todo o tempo do mundo. Descobri, por acaso, que sou senhora de mim. # | Quinta-feira, Maio 29, 2008 ( 2:41:51 AM ) IVANA SCHMITZ AMOR É ETERNA PRIMAVERA - SEMPRE FLORIDO "O amor tem seu momento e não se ilude Vence dos anos a prisão sombria E, em dia, faz que a noite se transmude E a eternidade prenda-se num dia" (desconheço o autor) Sempre achei lindos esses versos... e tão verdadeiros! Como saber quando o verdadeiro amor chegou? Como distinguir-lo? O verdadeiro amor é aquele que te permite respirar Que não te exige sacrifícios absurdos (exatamente! amar não precisa ser algo dramático) O verdadeiro amor, como diz a Bíblia, é paciente, benigno, isento de ciúmes. O verdadeiro amor jamais acaba. Se acabou, sinto muito, mas não era amor... Quando eu achei meu verdadeiro amor, meu amor para a vida toda, eu não imaginava que ele pudesse crescer tanto... E sem me sufocar, sem angústias, eu descobri que um ano só adicionou mais amor... E, ao mesmo, tempo, continua parecendo que "foi ontem que tudo começou", mas, como disse meu marido, em nosso aniversário de casamento, eu merecia um presente de bodas de 15 anos, porque parece que a gente está casado há bem mais tempo. Eu escrevi muitos, muitos poemas sobre supostos amores que nunca se concretizaram. A maioria deles está postada neste blog. Eu sei que eles trazem emoções fortes, palavras de efeito, que tocam o coração daqueles cujo amor também ficou assim, inacabado, não correspondido, sendo nutrido apenas por uma pessoa só. Dor de amor é como adubo para a poesia. Quanto maior a dor, mais dramático e belo é o poema. Eu não sei dizer qual deles é meu favorito. E, embora eu lembre para "quem" os poemas foram escritos, as palavras se desvincularam totalmente das pessoas. Um poema é assim. Após décadas, não importa para quem ele foi escrito. O que fica, realmente, é o poder da palavra, e o que ela causa naqueles que a lêem. Meus poemas de amor não têm dedicatória. Eles são, sem exeção, livres. Enjoy! QUEM SABE, AMOR Quem sabe, amor, meus anos de alegria Serão aqueles sem beleza ou graça Tu ao meu lado, no final do dia, Rindo da vida enquanto a vida passa Quem sabe, amor, haja sabedoria Quando a beleza já não mais habite E minhas curvas sejam só lembrança E o teu olhar vacile num palpite Quem sabe, amor, até nossa memória Seja mais fraca, porém mais sincera E recordemos só as coisas boas E o que passou, passou numa quimera Eu te amarei, eu sei, também serei amada Pois o que fica de uma vida, impera Fica o amor, os filhos, a lembrança Fica o eterno cintilar da primavera! # | Sábado, Janeiro 26, 2008 ( 7:27:35 AM ) IVANA SCHMITZ DESPEDIDA para Marcos Se eu não voltar, não chore. Vivi cada segundo co'alegria. E eu sei que, ainda que demore, Nos reencontraremos algum dia. Deixa-me dormir, agora, e descansar das dores dessa vida. Lembra de mim, de como eu era outrora, e não do que verás na despedida. Não fiz tudo o que quis, porém, amei tudo o que fiz. É claro que sofri também. Fui triste e fui feliz. Se eu não voltar, perdoa as coisas que falei à toa, e tudo o que fiz sem pensar; Se eu não voltar, sê forte, pois todo ser humano enfrenta a morte. A vida vai continuar... PS: Marcos, li seu recado agora. Espero que tenha postado o poema a tempo. Não sei em quê você crê, mas quero que você saiba da maravilhosa esperança que eu tenho em nosso Senhor Jesus Cristo. A morte é um sono. Sem sonhos, sem dor, sem vagar por aí à deriva. Antes de ser elevado aos céus, Jesus prometeu aos discípulos que lhes prepararia um lugar e, onde Ele estivesse, eles estariam também. Eu acredito na promessa de Jesus. Eu creio que, da mesma forma que Ele subiu aos céus, Ele retornará. Eu creio que aqueles que morrem crendo no nosso Senhor Jesus Cristo hão de ressuscitar quando Ele vier pela segunda vez. Eu creio que haverá novo céu e nova terra, e que Deus limpará dos nossos olhos as lágrimas, e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor, pois todas essas coisas são passado (apocalipse 21:4) Vá em paz. # | Domingo, Janeiro 13, 2008 ( 11:32:14 PM ) IVANA SCHMITZ COMIGO Eu levo cá comigo tanto olhar amigo que já me mirou. Levo também as tardes abafadas, as manhãs de geada, a flor que já murchou. Eu levo em mim tanta lembrança cara, as ruas de Taquara, o pôr-do-sol do Sul; Levo no peito, para que me integre, o andar de Porto Alegre, uma bandeira azul... Levo comigo a infância saudosa, vivida em verso e prosa às margens do Chuí. Levo a certeza de que a Deus pertenço, a liberdade com que sempre penso, os bons exemplos com que convivi. Levo comigo a nostalgia aguda e essa saudade absurda de tudo o que passou; Eu levo em mim a influência eterna da família terna que me fez quem sou. # | ( 11:24:55 PM ) IVANA SCHMITZ ÀS PROMESSAS QUE NÃO VINGARAM Às promessas que não vingaram, Aos que partiram sem dizer adeus, A todos os que não voltaram, E aos que esperaram, pacientes, pelos seus. Aos projetos que não se cumpriram, Aos filhos que deixaram de nascer, Aos sonhos escondidos que morreram, E aos que se foram ao amanhecer. Aos lábios que nunca se tocaram, Às horas passadas em silêncio, Aos braços que não se entrelaçaram; A esses os meus versos eu dedico, Como quem canta sem haver platéia, Como quem chora sem um bom motivo. A esses o poema, em si, declama, Como em paisagem clara é límpida a nuance. Como à jóia rara dá-se o alto lance. Como quem ama sem dizer que ama. # | Terça-feira, Janeiro 08, 2008 ( 5:02:54 AM ) IVANA SCHMITZ AUTORIA, POR FAVOR Queridos internautas, Voces que quiserem copiar e colar quaisquer poemas postados neste blog, por favor, mencionem minha autoria e, de preferencia, o endereco do meu blog (que seria a referencia de onde voces "tiraram" o poema). Eu nao me importo de ter meus poemas "espalhados" pela net, mas ultimamente tenho encontrado varios dos meus poemas postados nos "blogs da vida" sem mencionar meu nome. O motivo para esta minha exigencia nao se deve ao fato de eu temer que alguem roube a autoria das minhas poesias - eu tenho provas, manuscritos e testemunhas de sobra para provar o contrario. Faco o pedido por crer que ter meu nome logo abaixo do meu texto e' o minimo de reconhecimento que eu mereco. Afinal de contas, o labor de criar foi meu! Obrigada, # | Sábado, Agosto 18, 2007 ( 2:18:03 AM ) IVANA SCHMITZ NOVO RECADO PRA KAREN O. SANTOS Guria! Só hoje eu vi que tu respondeste meu recado. Até que a minha idéia de postar teu nome na internet foi inteligente (risos). Pois é. Eu larguei meu emprego, casei, fui embora do Brasil e agora estou aqui, no último país em que eu teria escolhido morar! Eu queria ir pra Austrália, pra Inglaterra, pro Canadá, pra França, não para os Estados Unidos! Mas o que o amor não faz, né? Eu tenho alguns conhecidos aqui, um ou outro amigo que conheci no início desse ano, enfim, ninguém com quem eu possa desabafar, chorar no ombro, só o meu marido. Hoje mesmo a internet não estava funcionando, o telefone de casa não está instalado e meu celular não faz chamadas internacionais, e eu estava me sentindo tão sozinha, e precisava tanto bater um papo com algum amigo. Bom, a internet voltou e eu tive a boa surpresa de verificar meu blog e achar teu recadinho! Estou dando aulas particulares aqui. No momento tenho dois alunos adultos para os quais eu leciono inglês (quem diria, eu lecionando inglês nos EUA). Eles são estrangeiros, claro. Terei uma aluna a mais semana que vem, para quem vou ensinar espanhol (o básico). Bom, eu dificilmente conseguirei trabalhar em uma escola, já que requer um visto de trabalho que as empresas não estão dispostas a bancar, a não ser que eu fosse uma engenheira! Pra isso há vagas sobrando aqui na Califórnia! Aqui quase nunca chove, nem fica nublado. É bastante seco, e à noite sempre faz um friozinho que te obriga a vestir uma jaqueta. Tem tanto mexicano e outros hispanos que eu fiquei fluente no espanhol em dois meses. Às vezes se ouve mais espanhol que inglês nas ruas. Bom, há brasileiros o suficiente para termos uma comunidade da igreja Adventista só de brasileiros na cidade onde eu moro! É um povo bem legal, mas não tem nenhum gaúcho. Mas esse recado está parecendo mais uma carta. Me dá teu endereço de e-mail, ou de casa mesmo, assim eu posso te escrever! Teu aniversário foi dia 11 de julho. Eu lembrei, mas não tinha como te desejar parabéns! Saudades! # | Sexta-feira, Junho 29, 2007 ( 12:54:48 AM ) IVANA SCHMITZ AGORA
Há uma parte de mim Que não pode voltar Uma parte de mim Vive longe, a vagar Essa parte de mim Já não é Me peguei vendo vídeos Do meu antigo lar Me peguei procurando copos em outro lugar E os móveis não estão Onde eu fui procurar Porque o lugar que busco Já não há As coisas mudam Eu mudei também De país, de "estado civil" Mas, vez em quando Há esse vazio E essa parte de mim que decide voltar Quando já não há Quando já não é Quando já não dá não dá quando já não se pode voltar... Mas assim estamos Eu estou, está Eu e minha parte Que não vai voltar Eu e aquela vida Que ficou pra trás E ficou bem... Eu só lembro das coisas boas Em um ano, nossa pele já mudou inteira Em um ano, quanta coisa acontece? Em um ano se casa, ou se fica solteira Se nasce e se morre, se ama e se odeia E um ano já foi. Mas parece mais!!! E se foi, se foi.... Só se tem o agora Esse instante dourado que dura tão pouco E se vai. Ao passado, se diz "adeus, até mais!" Ao futuro, "bem-vindo! sejamos felizes ou não" Tudo o que temos é o agora. Essa parte que voltou tem de ir embora pois não se vive o "agora" com o que já não é É hora de dormir... Até amanhã Até. # | Segunda-feira, Junho 04, 2007 ( 8:31:57 PM ) IVANA SCHMITZ DIA PERFEITO
Vão dizer que não existe. Mas existe sim. O cabelo perfeito com a maquiagem perfeita e a roupa perfeita as flores, a festa o tapete vermelho sorrisos e algumas lágrimas. Meu dia perfeito se foi. Mas lembrar cada hora, cada pose cada sensação maravilhosa Me faz feliz como nunca. Poderiam existir mais dias perfeitos, sem dúvida Porém eu, com um só, já estou mais que satisfeita. 29 de abril de 2007 - meu dia perfeito. # | Sábado, Janeiro 20, 2007 ( 10:01:18 PM ) IVANA SCHMITZ DESABAFO DE UMA RECAÍDA DEPRESSIVA Achei que era caso acabado: esse quarto fechado, essa dor. Um sufoco interno, um horror deslocado, essa falta sem causa e sem falta de amor. Quem me manda, sou eu? Se não eu, quem mandou? O que faz essa angústia nascer, e crescer, tomar conta? O que faz o meu ser já não ser como sou? Eu não sei. E não sabem, nem podem dizer Se é gene, emoção, ou um pouco de cada Freud explica, e complica, mas difícil é entender Que, sozinha, eu não mando na própria jornada Eu achei que já sabia ser feliz sem nada: cloridratos, ansiolíticos, e o poder da palavra. Eu pensei conhecer os degraus dessa escada Com dois passos pr'a frente e um pr'a trás, quem não trava? Mas, que adianta chorar, reclamar dessa estrada Hoje sei que é assim, sei que não é o fim. São alguns miligramas por dia, e está feita a parada E, ao menos, enfim, eu me sinto mais dona de mim. # | Terça-feira, Dezembro 19, 2006 ( 10:43:36 AM ) IVANA SCHMITZ QUANDO EU MORRER Quando eu morrer, reabra este caderno. Leia estes versos para os que amei. Diga que eu cri em Deus, que cri no que é eterno, E que no eterno um dia eu estarei. Quando eu me for, que vida terá ido? A que sonhei? Que tive? Que fingi? Que falarão de mim? O que será escondido? E o que, não dito, falará por si? Quando os meus olhos já não mais mirarem, Quando meus lábios não cantarem mais, E o respirar cessar, e as pulsações pararem, O que, de fato, deixarei pr'a trás? Leia estes versos com mais melodia, E se chorarem, não seja por mim; Perpétua foi e é a poesia. Poetas, esses, todos têm um fim. # | Sexta-feira, Dezembro 01, 2006 ( 8:45:57 PM ) IVANA SCHMITZ SONETO DE ATÉ BREVE Eu não quero deixar-te meu amor, não quero Sem ti, meu tudo é pouco mais que nada Deixar-te é escurecer na madrugada É andar nu no rigoroso inverno Eu vivo para amar-te e de te amar não canso O teu sorriso me ilumina a vida Teus olhos mostram amor sem medida Somente nos teus braços eu descanso Eu sei que vou rever-te, sei que é por enquanto que a distância habitará meus olhos E minha alma será só saudade Os dias passarão depressa, como por encanto Verte-ei em breve, com olhos risonhos E não diremos mais adeus para a felicidade. # | Terça-feira, Novembro 28, 2006 ( 9:16:55 PM ) IVANA SCHMITZ DIÁRIO DAS PEQUENAS COISAS GRANDES Se não sei mais quem sou Pois hoje é azul o ceu que ontem era cinza Escreverei sobre as pequenas coisas grandes Essas coisas das quais não podemos fugir Eu me sinto tão pequena diante da grandeza do mundo Do poder de uma tempestade de neve Da impertinente chuva E da braveza dos ventos E o que somos nós sem luz elétrica e sem calor? Hoje brilha o sol, e como Brilha o sabor de que todos os dias serão assim Se a chuva vier, o inverno Tu me terás E eu, a ti São essas as maiores coisas. As pequenas coisas grandes em importância e amor. # | Sexta-feira, Novembro 10, 2006 ( 4:44:32 PM ) IVANA SCHMITZ JESUS CRISTO: uma das personalidade mais populares na internet, com cerca de 31 milhões e cem mil resultados no Google em inglês, (Madonna e John Lennon, por exemplo, têm 5 milhoes) nascido em Nazaré, na antiga Judéia, há cerca de 2 mil anos. Carpinteiro, pobre, não frequentou escola, mas sabia mais que os fariseus e os doutores da lei. Curou e ressuscitou pessoas em Jerusalém e arredores. Dizia ser o Filho de Deus, o que muitos consideraram blasfemia. Os líderes o consideraram popular demais para permanecer vivo. Antes da Páscoa, quando tinha pouco mais que 30 anos, foi entregue em emboscada por um de seus melhores amigos, Judas. Foi julgado no meio da noite, espancado e crussificado. Morreu no mesmo dia. Onze homens e algumas mulheres disseram tê-lo visto vivo três dias depois. A notícia se espalhou e mais pessoas afirmaram tê-lo visto vivo. Todos aqueles que o seguiram e testemunharam em seu favor foram perseguidos. Alguns mortos à espada. Outros apedrejados. Pedro, um de seus melhores amigos, foi crucificado de cabeça para baixo. Ainda hoje, matam e morrem em seu nome. Ainda hoje, há muitos que não se importam em morrer. Ainda hoje, a historia desse homem é a mais popular.
Quando eu não tenho ninguem Ele chama meu nome e eu sei que Ele vem. Não conheço ninguém como Ele e duvido que tu, que me lês, conheças alguém Alguem cuja doçura é sentida nas palavras Alguem cuja firmeza pelo certo é inabalável E, mesmo assim, sentou-se à mesa com ladrões e prostitutas Porque Ele quis que todo homem e mulher tivessem a mesma chance A mesma chance de serem resgatados, transformados e salvos. Quem mais me diz para olhar os lirios do campo? Quem mais me aceita como sou? Quem mais é como Ele? Quem mais? Quando eu não tenho ninguém Ele me diz que sabe quantos são os meus fios de cabelo. Quando eu tenho ódio, inveja, saudade, tristeza, egoísmo Ele vem e me diz que eu posso ser livre de mim. Porque Ele não odiou os que O maltrataram Ele nao teve inveja dos que O esnobaram Ele nunca pensou em Si mesmo antes de pensar nos outros Ele teve saudades do Pai, Ele sentiu tristeza, fome, sede e dor. Mas Ele amou mais do que tudo e o amor O libertou. Ele me diz que eu posso ser livre se eu amar um décimo do que Ele amou. # | Quarta-feira, Novembro 08, 2006 ( 12:17:42 AM ) IVANA SCHMITZ SAMBA A CAPELA
Um cadinho assim Um cadinho só Bocadinho de saudade nunca causa dó É meio sofrer É meio pesar Um cadinho de saudade 'té nos faz amar Quero um bom bocado Quero um bom sofrer Doce nos meus lábios Fácil de esquecer Quero no meu samba Um chorinho só Com coco e compasso Sobre um pão-de-ló Quero no meu samba Um meio sofrer Um dó de saudade Fácil de esquecer Um bocado assim E nos lábios teus Um cadinho de coragem pra dizer adeus Um bocado só E nos lábios meus Um cadinho de coragem pra dizer adeus. # | Quinta-feira, Outubro 19, 2006 ( 8:24:58 PM ) IVANA SCHMITZ AFFINE POTTERY
O site Affine Pottery oferece uma variedade de belas peças de cerâmica. Tenho trabalhado na parte de links e tem sido bem divertido. Quem quiser conferir, passe lá. www.affinepottery.com # | Sexta-feira, Setembro 01, 2006 ( 9:19:54 PM ) IVANA SCHMITZ ENFIM, FORMADA Não sei descrever, ao certo, o que estou sentindo. Seis anos e meio. Seis longos anos. Poucas horas de sono. Muitas de leitura. As provas, os ensaios, os trabalhos, os projetos pedagógicos.... Os estágios, os polígrafos.... E hoje, (seis longos anos!) o diploma. Não nas minhas mãos, não. Meu pai o recebeu por mim, é verdade. Que bom que a lei brasileira nos permite essas procurações. Não me entenda mal, não é que eu não ligue pra cerimônias. Mas não ia deixar de viajar por causa da colação de grau. Essa noite sonhei, como sempre, vívidas imagens. Um aperto no coração ao acordar. Algo tinha dado errado. Meu diploma tinha o nome incorreto. Que ansiedade! Mas lá ele está. Lá está. Meu diploma, ainda sem minha assinatura, a milhares de quilômetros de mim. Never mind. Ele está lá. E estou, enfim, formada. Thank God. And my parents. Rafa, esse post também é pra ti. Obrigada pela força. Em janeiro é a tua vez. # | Quarta-feira, Agosto 30, 2006 ( 6:59:04 PM ) IVANA SCHMITZ RECADO PRA KAREN Ontem sonhei com a Karen. Estávamos na UNISINOS. Ela tinha uma bicicleta bacana, dobrável de tal maneira que ela podia pendurá-la no ombro e levá-la no onibus. Eu tinha faltado muitas aulas de uma cadeira, e estava com medo de pegar Grau C. Que bobagem. Fiquei com saudade dos nossos papos. Escrevo teu nome todo, amiga, caso o procures na internet. Vai que aparece aqui. Karen Ostermann dos Santos. Não tenho teu e-mail, não achei teu orkut. Ficou só a saudade das nossas conversas no ônibus indo pra Uni. Das palhaçadas e piadas, lembra? *Asfalto quente*, *cabine do amor*. Das nossas desilusões amorosas, os choros, a angústia das provas e dos semestres sem fim ainda pela frente. Meu tempo de UNISINOS se foi. Nem na minha colação de grau eu vou. Meu pai vai pegar o diploma pra mim. É claro que eu estou feliz pra caramba de ter *me livrado* de uma vez. Vida de estudante universitário e trabalhador não é fácil. E tu, como serah que estas? Espero, de coração, que estejas bem. Saudades. # | Terça-feira, Agosto 29, 2006 ( 5:42:51 PM ) IVANA SCHMITZ CONDICIONAIS INCOMPLETAS Se eu pudesse falar do meu amor, assim, sem palavras. Se eu pudesse exprimir a dor a dor Se eu pudesse parar tudo por um instante. Eu queria o mundo mudo Alguém me ouviria então. Alguém Como tu. Não sei o que tu pensas, meu bem. Não sei de nada. Eu sei que tu me amas, pois isso dizes bem. Mas quero palavras, palavras, todas. Tenho fome delas. Quero palavras que ainda não provei. E que sejam tuas tuas. Que sejam tuas as palavras que não sei. Se eu pudesse falar do teu amor Com a certeza que só as nuvens têm... Tudo mais passa. Que dor, que dor, que é te amar, meu bem. # | Segunda-feira, Julho 31, 2006 ( 12:20:45 AM ) IVANA SCHMITZ Com licença de Adélia Nasci em 13 de dezembro - dia de santa Luzia - tal qual Adélia Luzia Prado. Não tenho nome de santa, não sou devota da protetora dos olhos, nem tenho livro algum publicado - só alguns poeminhas. Um anjo esbelto, entretanto, também anunciou meu legado. Eu, que ainda era tão pequenininha, me peguei fazendo versos... Desde então carrego a bandeira invisível, límpida e diáfana bandeira de todas as luzias, adélias, de todas as marias, cecílias, dulces, e de algumas ivanas também. Quando encontrei os versos de Adélia uma estrela escondida piscou pra mim: - é ela! é ela! Agradeci ao Deus de Adélia, que também é o meu, o privilégio de nascer mulher - essa espécie cada vez menos envergonhada. Envergonhado é homem que bate em mulher, ora bolas! Mulher é inquebrável que nem Adélia. Eu também sou. # | Terça-feira, Julho 25, 2006 ( 11:26:10 PM ) IVANA SCHMITZ BRUSQUE As ruas sinuosas Cortando morros Inúmeras lojinhas e confecções O colorido das casas, e das pedrinhas nos pátios Quantas igrejas, quantas. Andando de carro, minha mãe mostra as casas Fala das ruas, dos parentes, de pessoas que já não são. Adoro o sotaque dessa gente, adoro as cucas do Wegner O bairro Águas Claras. As montanhas ao redor de Brusque contam histórias que nunca ouvi mas é como se já soubesse. Há coisas que já vêm com o sangue. # | Segunda-feira, Julho 24, 2006 ( 11:22:50 PM ) IVANA SCHMITZ MAU HUMOR Minha noite de sono Mal dormida Meu descaso, o acaso Da comida Garçonete de cara mal-vestida Céus! A pior batata frita que comi na vida! Só sendo santo ou Jó pra não ficar de mau humor. # | Sábado, Julho 22, 2006 ( 10:52:00 PM ) IVANA SCHMITZ HOMENAGEM
Os meus queridinhos da 120 MD. Saudades =) Caso não seja possível notar, eu - a professora - sou aquela de jaleco branco bem no centro :P # | Quinta-feira, Julho 13, 2006 ( 1:17:17 AM ) IVANA SCHMITZ ENXURRADA Jogo os meus versos à toa. Gotas de uma torrente. Sente o mormaço na rua. Vem chuva, meu bem. Enchente. Ontem, 14 graus. Hoje fez 31. Amanhã chove, inunda as ruas; Alaga as casas; Transborda o rio. Eu sigo com a enxurrada, E o que passar, levo comigo. Já pus meus dois pés na estrada A estrada é o meu abrigo. So long, bye-bye *plenamente aprovada em Letras Licenciatura em Português, Inglês e respectivas Literaturas* *totalmente de férias* *apaixonada* *com a mão na mala e o pé na estrada* # | Domingo, Junho 04, 2006 ( 6:32:28 PM ) IVANA SCHMITZ RECADO PARA O RICARDO Ricardo, Ricardo! Eu lembrei de você, Ricardo!!! Mas seu blog não abre mais! Diz page not found e fica por isso mesmo.Sabe como eu lembrei? Vendo a Paula Kussler. Aí caiu a ficha...Ricardo, nosso colega que pintava o cabelo toda semana, e que sumiu da aula um dia! É você, não é? Tem que ser! Imagina, não precisa dizer que não vai mais se intrometer, ler meu blog não é se intrometer. Graças a Deus já foi o tempo em que eu tinha um namorado tão ciumento que nem podia conversar com meus amigos do sexo oposto! Meu atual namorado é normal (espero que meu ex-namorado não leia isso!) Tudo de bom pra você! Ivana # | Terça-feira, Maio 30, 2006 ( 9:41:34 PM ) IVANA SCHMITZ SEGUNDA À NOITE Chorei por dentro quando não chovia. Chorei por fora, e ainda não chovia. Chorei até exaurir-me. Quando choveu e eu já não tinha mais lágrimas A chuva chorou por mim. # | Quarta-feira, Maio 10, 2006 ( 12:51:08 AM ) IVANA SCHMITZ É BOM VOLTAR... NEM QUE SEJA SÓ PARA UM RECADINHO Alguma coisa me dizia, desde cedo, que eu deveria acessar meu blog hoje, após tanto tempo. Não é que tinha um comentário de anteontem? Minha vida de universitária está com os dias contados. Me formo em julho!!! Hopefully! Porque primeiro preciso entregar o TC. Chove insistentemente. E já está frio. Sem tempo de escrever poesia, sigo analisando... lindos poemas de Adélia Prado! Insightful ones from Naomi Nye. Eu acesso o orkut de vez em quando, admito.... E que venha o inverno! Selá # | Segunda-feira, Dezembro 05, 2005 ( 8:43:33 PM ) IVANA SCHMITZ LIRA DOS VINTE E CINCO Eu tenho um quarto de século, dois fios de cabelo branco, (que não consigo arrancar); Um século de saudade dos meus 17 anos, que nunca mais vão voltar. Ó, céus! O que são cem anos? Um nada, um sopro, um soneto; Então os anos que tenho, que são? Um quarto de vento? E as vinte e cinco quimeras (que uns chamam de primaveras) Estão às vésperas; o medo É do outono chegar; E a vida, após invernar, Finalizar seu enredo. PS: Argh! Desisti de mudar de endereço....mas os free comments do halloscan continuam sendo apagados. Que fazer? # | Segunda-feira, Agosto 15, 2005 ( 1:40:47 PM ) IVANA SCHMITZ VENLAFAXINA Excipiente Cloridrato Rotina Hora marcada Marca repentina Estar contente Já não é mais sina É obra dela- venlafaxina. Captadores Neurotransmissores Se existem dores Nunca são externas Tais dissabores São obras internas Suavizadas pela medicina. O que há de errado com minha endorfina?? Quem me dera saber. Quem me dera Enquanto o sonho não tocar a hera Enquanto a causa ficar na caverna Enquanto a vida parecer eterna Seremos duas - eu e essa menina A senhorita Venlafaxina. # | Sexta-feira, Junho 24, 2005 ( 1:18:19 PM ) IVANA SCHMITZ INVERNO Quando o inverno chegar Qualquer raio de sol será motivo Para o teu sorriso Para o meu sonhar As folhas deixam seu solene aviso O vento em si carrega o paraíso Que esse amor traz o calor consigo E não há frio capaz de o esfriar Porque quando o inverno chegar Lá estarás para me acompanhar. # | Segunda-feira, Maio 30, 2005 ( 7:58:06 PM ) IVANA SCHMITZ FELIZ DIA SEM NAMORADOS
Segunda à noitinha. Todos os powerpoints prontos. Sabia que blog já é coisa séria? Saiu na Veja dessa semana.Estão usando blog até para campanha política. Meu irmão ouvindo Renato Russo é muito deprê. Ou melhor dizendo, ninguém merece! Comi tanta torrada de banana que estou explodindo. Bom, pelo menos agora eu já estou quase alcançando meus tão sonhados 60 kg. O que foi? Ah! Decerto acham que só gordinho que sofre? Ser magra e alta só é bonito quando você é a Gisele Bündchen, minha filha. Fora dessa esfera, você é, no mínimo, magricela. E eu cansei dessa vida de ter barriga e medidas de modelo. É, porque eu não tenho um milhão de dólares no banco e não namoro nenhuma estrela de Hollywood. Pra que o sacrifício? E por falar em namorado, se 12 de junho é seu inferno astral, junte-se a nós!!! Somos felizes, faceiras e desimpedidas. Sem estresse. Feliz Dia SEM Namorados. Compre Quasar Fire do Boticário e dê de presente pra você mesma. Encomende aquela pizza besuntada de chocolate com morando e chantilly que foi feita só pro fatídico dia. Vista a sua melhor roupa, aquela de arrasar corações, só para dar uma voltinha no centro. Dê 10 pulinhos de alegria por não ter que gastar tempo e dinheiro com presente. Se nada disso adiantar, lembre-se que 12 de junho é mais um dia criado pela sociedade consumista e capitalista em que vivemos para vender, vender e vender mais bugigangas supérfluas. Antes só do que mal acompanhada, minha filha. Acredite. PS: Bom, eu tenho uma sina com essa coisa de ficar me gabando antes do tempo. Pois não é que recebi flores pelo fatídico dia? Não é? Pois não é que pouquinho tempo depois estava namorando? Cala-te, boca, diriam os mais velhos. Cala-te! # | Domingo, Maio 15, 2005 ( 8:43:37 PM ) IVANA SCHMITZ FÁCIL A dança de ter problemas é uma dança fácil Ninguém gosta; Sequer admira. Mas é fácil. Talvez seja trabalhosa... aprendemos na prática. O que as horas nunca registram completamente. Algo no tempo se perde. Um olhar, uma resposta. Palavras que não ouvimos bem. Um sorriso de canto, seria um deboche? Há coisas que nunca saberemos Porque nunca perguntamos: "Afinal de contas, o que você quis dizer com isso?" Bom... o que importa? Jamais falaríamos realmente a verdade. Quem o faz? Quem? Se as nossas intenções são sempre veladas Cheias de máscaras e laquês. Nossas palavras sempre saem maqueadas e com muito blush. Suaves, entram nas narinas. Ecoam nos tímpanos alheios Gravam seus sentidos nos confins de um cérebro. Como evitar mal-entendidos? Se nos compreendem mal... e nós assim fazemos do mesmo modo. Distorcendo e reelaborando o que nos dizem. Problemas? Ah... esses são fáceis. Mas escolha gestos para resolvê-los. E atitudes firmes para eliminá-los. Palavras? Estas só trarão ainda mais problemas. Como evitá-las? Como? É uma chaga mortal que nos persegue. É um masoquismo voraz que nos invade. Porque sofrer por elas é sofrer de amor... Tão belo e tão doído... tão ideal. Tão mágico. # | Sábado, Março 05, 2005 ( 11:51:45 PM ) IVANA SCHMITZ TERÇA À TARDE
As horas passam tão depressa Correm meus olhos como carros fortes Blindados, sem que nada impeça Que sejam vítimas de assaltos E as tuas horas são, assim, roubadas Morres de sono, de calor, de tédio Ficam tarefas sempre inacabadas Ficamos nós, sem luz e sem assédio Ficamos sós, os anos não perdoam Essa tão longa e enfastiada espera A nossa sede e fome por encanto Outono é; queremos primavera. # | Sábado, Fevereiro 19, 2005 ( 7:25:23 PM ) IVANA SCHMITZ Ele Vem Ele vem Entre nuvens E nuvens de bens Entre coros Mil louros, qual Rei Ele vem A promessa Tem pressa Tem lei Qual o dia, e a hora? Não sei E quem sabe? Ninguém Eu só sei Que Ele vem Cada dia A alegria de alguém Que também descobriu Que Ele vem E já tem a esperança Dum além De um lugar Que tristeza não tem. Ele vem Não mais choro Não mais dor Só o bem Porque prometeu Que ele vem E tu, crês também? # | Terça-feira, Fevereiro 08, 2005 ( 9:11:08 PM ) IVANA SCHMITZ PLÁGIO
Algumas "pérolas" feitas durante o período de férias na praia do Curumim Onde não tem computador Não tem internet Não tem telefone fixo Não tem DVD nem vídeo cassete É por isso que eu voltei bronzeada, né! "Alma minha, gentil, que nunca parte (Camões que me perdoe o plágio) Pois até para viagens dessa arte Cá, no Brasil, iam cobrar pedágio!!" ********************************************* Oh! Sul do Atlântico Quanto do teu sal São "los hermanos" chorando o seu mau!!! ********************************************* O poeta é um falador Fala tão silenciosamente Que discursa sobre o amor E mesmo assim a gente entende! **************************************** E, por fim.... Tudo vale a pena (se a grana não é pequena) RETIFICAÇÃO: Na praia do Curumim tem um Cyber Café, mas é 6 reais A HORA pra usar a internet. Eu MOOOORRROO de vontade mas NÃO conecto!!! # | Quinta-feira, Janeiro 20, 2005 ( 10:50:46 PM ) IVANA SCHMITZ SOY LOCO POR TI, AMÉRICA
Depende da América, né.Diz isso nos States e eles vão achar que são eles. Sim, porque eles se chamam de "America". Fala sério. E pensar que eu preciso ir pra lá pra consolidar minha carreira de English Teacher. Pois é, em 1996 eu escrevi um poema sobre o sul da América Latina, (já que eu moro no sul da América do Sul). Eu já morei no sul do sul da América do Sul. Incrivelmente a cidade chama-se São José do Norte. Hoje eu moro em Taquara city mesmo. Bem pertito de POA. Se der a gente aparece no Fórum Social Mundial. Vai ter que dar, porque agora que o PT perdeu a prefeitura, talvez o Fórum não continue sendo aqui. Já pensou que triste? Pois é, toda essa enrolação pra introduzir o tal do poema. Enfim, essa música do Caetano Veloso é linda. Adoro escutá-la. O meu poema, bem, o meu poema saiu da cabeça da Ivana com 16 anos, né. Já faz tempo. Recordar é viver.... SUL DA AMÉRICA LATINA Sul da América Sul da América Latina De uma esperança divina Extremo sul da América Teus pés descalços, criança Teus olhos negros e belos Teus sonhos e gestos sinceros Teus olhos cheios de esperança. São gritos e vozes e cores Culturas e glórias, histórias De guerras, batalhas, vitórias São terras de nossos amores No céu, o Cruzeiro do Sul Céu da América Latina Da minha América divina O sol, o mar, o céu azul Nosso canto, nossa voz, nossa memória Nossas lutas contra tantas repressões Mas com coragem em nossos corações Erguemos a bandeira, alcançamos a vitória Somos caboclos e índios, mestiços Nós somos negros e brancos, vermelhos São nossas águas os nossos espelhos São nossas lendas os nossos feitiços Hemisfério do sul, fé divina Hemisfério de um povo cansado Do labor desse povo encantado Sul da América Latina. # | Sexta-feira, Janeiro 14, 2005 ( 9:16:06 PM ) IVANA SCHMITZ 7 Seconds Poetry Para separar os idiomas, fiz um blog só para pensamentos e poemas em inglês. Não há pretensão de se escrever tal qual shakespeare (hehehe), mas a intenção é boa. Vale a pena conferir! (o template ainda não está pronto) www.sevenseconds.blogger.com.br # | Terça-feira, Janeiro 11, 2005 ( 12:51:11 AM ) IVANA SCHMITZ BALANÇO, MEU BEM BALANÇO Balanço rima com descanço... que descanço! Olhá nós na praia.... só na rede! Beijo, mano! (meu mano na foto) Já tô com saudades! # | Quinta-feira, Janeiro 06, 2005 ( 8:55:27 PM ) IVANA SCHMITZ INTERLÚDIO De volta da praia por um curto período, aproveitei para postar dois poemas recém saídos do forno. A gente sempre tem uma melancoliazinha guardada em algum lugar. É só pegar um pouco mais de sol e não ter muita coisa pra fazer que a mente divaga, viaja, e vai longe... vai pro outro lado do mundo (literalmente ou não...) LONGE Num dia vivo de sonho Em outro, melancolia; Se o sol desponta risonho Completa é minha alegria. Num dia vivo o presente, E noutro, só fantasia O que esse viver pressente Se enche e logo esvazia? Se o meu amor não tem rosto Se a voz não posso escutar Maior ainda é o desgosto De não podê-lo abraçar Se o amor é tal qual o vento Que não se pode pegar (Há apenas o sentimento De que ele está a passar) De que adianta o amor? De que nos vale amar? Se tudo termina em dor Que juram que vai curar... Por que tem que ser assim? De que me adianta sonhar? Sorrir, ter graça de mim Tão longe do teu olhar? Num dia vivo de sonho E noutro vivo a sonhar E mil fantasias ponho No fundo imenso do mar ***************************** Que vale a vida que vivo Sem do teu lado eu estar? Que vale esse meu sorriso Tão longe do teu olhar? # | Segunda-feira, Dezembro 27, 2004 ( 8:15:25 PM ) IVANA SCHMITZ ENFIM, FÉRIAS! (Todo mundo merece!!!) Saudades, saudades saudades...de todos os meus queridos colegas da Escola Adventista Ricardo Olm, especialmente dos que trabalhavam comigo de quinta a oitava séries (esses da foto, junto comigo).
O lado muuuito bom de ser professor é o período de férias - 45 dias por lei. É claro que acabamos tendo mais que isso. Mas que ninguém se engane: é, comprovadamente, uma das profissões mais estressantes. Eu que o diga. As pequenas recompensas diárias, porém, compensam o estresse. Boas Férias! (meu blog também entra em férias....) # | Quarta-feira, Dezembro 22, 2004 ( 12:11:07 AM ) IVANA SCHMITZ SILÊNCIO (listening to Des'ree's You gotta be) Listen as your day unfolds challenge what the future holds try and keep your head up to the sky lovers they may cause you tears go ahead, release your fears stand up and be counted don't be ashamed to cry you gotta be.... Silêncio Silêncio interno Mágicas venturas Adeus, inverno Bem-vindas loucuras E ternas doçuras E eternas alturas E vívidas figuras Do amor. Por que ter dor? Não escolhas o inferno De gostar sem amor De ficar sem calor De viver esse horror. A cada dia mais só o que eu quero. Só o que eu espero. Só o que é sincero. A cada dia mais feliz. Feliz Feliz Feliz Quem não quer? Ah! Eu quis :-) # | Sexta-feira, Dezembro 17, 2004 ( 11:02:09 AM ) IVANA SCHMITZ DESPEDIDA Queridos alunos da 7a série... como eu falei pra vocês na última vez que nos vimos, este é o poema que fiz pensando em vocês... Logo abaixo está a foto da turma. Sentirei muitas, muitas saudades. Ano que vem, quando vocês estiverem se formando, com certeza estarei lá, torcendo e vibrando por cada um. Love you all!!! Kisses, Teacher Ivana
CADA UM QUE PASSA EM NOSSA VIDA Cada um que passa em nossa vida Abre um caminho E chove, e faz sol E o caminho se esvai Cada um que passa em nossa vida Deixa um carinho Um misto de flor e espinho Que dói quando a gente se vai Há aqueles que são Um caminho tão longo Que se abre um vão Há aqueles que não... Mas trajetos tão curtos Nunca passam do chão Cada um que passou Tomou sua direção; Cada um que ficou Gravou sua canção. Cada um que passa em nossa vida Abre uma ferida Que pede remédio Que quer atenção E a nossa saída É cuidar das feridas E mandá-las, saradas, Para o coração. # | Quinta-feira, Dezembro 16, 2004 ( 8:46:36 PM ) IVANA SCHMITZ CHARADA
É tão triste Ser um pouco de tudo Ou um pouco de nada... Quero ser folha vazia, Ou folha acabada. Quero ser noite de lua Ou raiar da madrugada. Quero ser rua, avenida, Ou campo sem estrada. Quero ser chaga, ferida, Ou saúde intocada. Ser um pouco feliz Ou trise quase nada É ser água que não refresca Nem aquece. Água morna e parada. É quem com a vida não se alegra Nem se entristece. É quem ama e desespera Mas, depois, esquece. Ou ser frio, Ou ser quente; Ou ser bicho, Ou ser gente; Ser teu tudo Ou teu nada. O que fica no meio É cilada. Os extremos que tornam Essa vida encantada. Viver bem, no intervalo, É a grande charada. # | Segunda-feira, Dezembro 13, 2004 ( 11:58:03 AM ) IVANA SCHMITZ Festa!!!!
Naomi Shihab Nye fala, no prefácio de seu livro Words under the Words, que há muitas fotos sob cada foto de um álbum. O que fizemos antes de tirar a foto? Que poses? Que gestos? Que palavras? Quantos sorrisos e olhares que a câmera não registrou... Fica, é claro, aquela imagem única, capturada num piscar de olhos, num flash que perpetua esses momentos tão especiais. E quando folheamos os álbuns, quantas fotos não podemos ver sob esta ou aquela cena? No meu aniversário de 4 anos (o da foto), eu lembro das palmas, de subir na cadeira e armar a saia, dos meus amigos... O gosto dos doces há muito já se foi. Perdeu-se na caixinha de lembranças de sabores (risos). A velha garagem onde a mãe fazia nossas festas continua lá, em Mostardas, RS, uma cidade tão ao sul que chega a ser quase no Chuí. A minha mana cantando os parabéns comigo, soprando a vela junto, querendo fazer aninhos também..... Muita lembrança se perdeu. Só sei que foi pura festa.... correria nas ruas de chão batido, na cidade quase sem prédios, nos quintais sem portão. Saudades de Mostardas, dos amigos que nunca mais vi, das dunas gigantes do litoral de Mostardas, da gemada que a vizinha fazia, Saudades de mim. # | Quinta-feira, Dezembro 09, 2004 ( 9:45:46 AM ) IVANA SCHMITZ Se não
Tu, que te apaixonas por palavras, Cuidado. Palavras não têm legado. Não são objeto achado. Não vêem mentira ou pecado. Se vão, não deixam recado. Tu, que te impressionas com palavras, Alerta. Que a vida é senhora incerta; Não deixes a porta aberta, Nem tua ilusão desperta, Para um final decorado. E tu que, como eu, ama as palavras, Lamento. Jamais te darão o alento, Que queres, no esquecimento, Das tardes frias, de vento, Se o fim do dia é chegado. Ainda assim Levo-as cá, comigo, Se chove, escrevo "abrigo" Se choro, crio um "amigo" Palavras também dão sorte. Se a dor, um dia, for forte, Então escreverei "morte" O que levarás contigo Senão lembranças do antigo Alvor que queres que volte? Porque palavras não voltam. Por quê? # | Segunda-feira, Dezembro 06, 2004 ( 5:34:44 AM ) IVANA SCHMITZ Como Superar A Crise dos 20
A gente faz 21 e se acha o máximo...uau, maior idade. Aquela coisa. Chega o dia, porém, em que você se dá conta que a metade dos seus 20 anos Está chegando. A sua "década" dos 20 está começando a ir para a metade. Logo, logo você será uma balzaquiana. Não se preocupe.... O seu sub-consciente vai fazer alguma coisa!!!! Só não sei se você vai gostar. Estratégias do meu sub-consciente...(nem eu sabia) 1. Desenterrei o primeiro CD da Shakira, lá dos meus 16 anos Y ahora estoy aqui queriendo convertir Los campos en ciudad Mezclando el cielo con el mar 2. Acesso o ICQ todos os dias (há muuuuito tempo eu não fazia isso) 3. Fiz competição com meus alunos pra ver quem come mais pedaços de pizza. Comi 20 pedaços!!! Tá, eu sei que não é grande coisa....mas empatei com a aluna que comeu mais!!! 4. Às vezes sou deliciosamente irresponsável Tenho um monte de coisas pra fazer e fico aqui no blog... 5. Assisto o desenho das Powerpuff Girls e acho o máximo.... 6. Voltei a escrever num diário (não esse aqui). 7. Entrei pro orkut. 8. Gastei horrores com merenda na faculdade... (eu só fazia isso na cantina do colégio, quando estava no terceiro ano) 9. Fui de um extremo ao outro na questão de relacionamentos (passei de noiva-que-ia-casar pra solteira-tô-sozinha-e- daí) 10. E, por último, quando lembro que daqui a uma semana vou fazer 24, faço aquela cara de surpresa: O quê? Eu? Já 24? Imagina.... continuo me sentindo com 17 aninhos.... É... a nossa realidade é dura, meninas.... Para terminar essa reflexão pré-aniversário, deixo uma parte da música Pies Descalzos, da Shakira: Saludar al vecino Acostarse a una hora trabajar cada día para vivir en la vida contestar sólo aquello y sentir sólo esto y que Dios nos ampare de malos pensamientos cumplir com las tareas asistir al colegio que diría la familia si eres un fracasado? ponte siempre zapatos no hagas ruido em la mesa usa medias veladas y corbata en las fiestas Las mujeres se casan siempre antes de treinta si no vestirán santos y aunque así no lo quieran y en la fiesta de quince es mejor no olvidar una fina champaña y bailar bien el vals. Diálogo típico de quando me perguntam se sou eu quem vai casar: - Ah, é tu que vai casar agora em dezembro? - errr, hehe, não... é a minha irmã. - Ah! Ela é mais velha? - Não... eu sou a mais velha, hehe (risadinha sem graça) - Ah, mas isso acontece, antes só do que mal acompanhada, né? - É.... (ainda sem graça) Sempre antes dos 30..... # | Domingo, Dezembro 05, 2004 ( 5:19:41 PM ) IVANA SCHMITZ HOJE ESTOU.... BUTTERCUP!!! Docinho
Meninas boazinhas vão para o céu. As más vão à luta. Docinho II
É claro que ela ri. Mas só às vezes. # | Quarta-feira, Dezembro 01, 2004 ( 10:24:32 PM ) IVANA SCHMITZ Dezembro
Dez vezes desdobram-se em doze Os meses se foram; o tempo te trouxe Eu fiquei. Mais velha Mais forte Mais triste? Pra que mentir, se a nostalgia existe? Se existe o medo de continuar? Dezembro é o mês do acalanto Das Boas Festas Do contido pranto Do meu furtivo e passageiro encanto E o desencanto não tarda a chegar... Quando quebrar o coração, e o choro Vier em ondas de soluço e sono Será Natal. Eu ouvirei o coro Verei as luzes, Verei rubros gorros, Em pequeninos rostos de mortais. E em cada luz Em cada melodia Há uma voz que dita-me alegria Fala suave, fala noite e dia Chorar não mais, meu bem. Chorar não mais... 01 de dezembro de 2004. 23h54min # | Domingo, Novembro 28, 2004 ( 8:53:47 AM ) IVANA SCHMITZ [Intervalo]
E o tempo não passa E não pára E não volta A vida revolta Campanha E recolta A vida estraçalha A escada dos sonhos Os rostos risonhos O tempo atrapalha Ora lento, ora curto Sempre incerto Cheio de segundos E de segundas-feiras Onde estão as férias? Foram. E que horas são? São da solidão E do silêncio barulhento da multidão. A vida é tão maior que o coração Mas cabe dentro. [Lento é o tempo...] Quero minhas férias!!!! # | Terça-feira, Novembro 16, 2004 ( 5:59:17 PM ) IVANA SCHMITZ CHOCOLATE
Saudade, meu bem, Saudade, É bolo de chocolate. Aquela tremenda vontade De bolo de chocolate Que, de repente, te invade Às 3 horas da manhã Saudade. Isso é saudade. E nada há, que se enquadre Na distinta qualidade De bolo de chocolate Com pedaços de avelã; O que fazer, nesse impasse? Deixar que a saudade passe, Que o sono venha e te enlace Enquanto comes maçã... # | Terça-feira, Novembro 09, 2004 ( 10:57:01 PM ) IVANA SCHMITZ As coisas que nós perdemos I
Todos nós temos perdas na vida, mas a verdade é uma só: Não se pode perder o que nunca se teve; Não se pode separar o que nunca foi unido; E não se pode chorar pelo que não se amou realmente. Será? Fico pensando naquelas perdas inusitadas, Perdas de pessoas que nunca foram nossas, De carinho que nunca recebemos, Daquele presente que estava na vitrine (e que alguém comprou primeiro que você). E as separações? Não, não digo divórcios... Aquele alguém que você simplesmente nunca viu na vida Mas desaparece da sua lista de contatos Perde-se nos seus endereços de e-mail Muda de endereço Some. Aquele alguém com quem você estudou por alguns anos E nunca mais vai ver depois da formatura Nunca houve uma união Mas a separação dói Assim uma dorzinha pequena e funda... uma saudade de não ter mais... E nós sempre queremos ter. Não se pode chorar pelo que.... Não se pode chorar? Ah! Pode, pode mesmo. Chorar como criança quando perde o doce ou, melhor, Quando não ganha o doce que sequer provou. Chorar baixinho, chorar escondido. Chorar com vergonha que alguém veja que você está chorando por "isso". Mas só por isso?? Ah! E quantos níveis há de amor.... para que se possa chorar também em diferentes níveis. As coisas que mais perdemos são assim - incertas. Inexplicáveis e não -usuais. Por fim, não se pode fechar uma porta que nunca foi aberta. Mas e se a gente deu só uma espiadinha??? Ah, sim! A porta fecha. E o que teus olhos viram só por um relance, dará uma saudade daquelas! Nem uma vida inteira basta para aprendermos a saber perder. # | Domingo, Outubro 31, 2004 ( 9:26:51 PM ) IVANA SCHMITZ EPITÁFIO
Tão forte quanto a morte E tão suave como um suspiro Assim é o amor que aqui descansa Enquanto ainda choramos seu fim. Nasceu entre olhares surpresos Sorrisos e flores, mensagens; Cresceu forte, e o chamamos inabalável. Não era. E como aqueles que, desconsolados, sepultam um ente querido subitamente arrebatado, Assim sepultamos esse amor Nenhum outro, nunca, comparar-se-á a ele. # | Sexta-feira, Outubro 22, 2004 ( 11:04:07 AM ) IVANA SCHMITZ O FIM É O PRINCÍPIO E a poesia hiberna Inerte Deixai-a adormecer Durante o fim da primavera Para a poesia Não existem férias coletivas. Ela tira férias quando quer. O poeta também tira férias. # | Quinta-feira, Outubro 14, 2004 ( 12:46:39 AM ) IVANA SCHMITZ A Porta
a porta aberta esguia a caixa vazia do nosso viver Quinze pra uma Hora de dormir Hora de esquecer Quem sabe lembrar? E até descobrir o que não se quer ver. A porta fechada A folha amassada De quem quer vencer Por que cada dia Não tem a alegria Que eu sempre quis ter? A porta entreaberta é uma descoberta janela indiscreta é o cerne do ser Essa nostalgia que mata o meu dia Quem dera eu não ter!!! Mas à revelia Do que eu queira ter Quem manda é o eu subcônscio ...e eu só respondo com um sim, vamos ver Dá pra entender?? Nossa mente é a chave de todo o sofrer. Quinta-feira, 00:55 Insônia # | Sexta-feira, Setembro 24, 2004 ( 12:00:53 PM ) IVANA SCHMITZ PRIMAVERA
é primavera e as calhas das casas cintilam sob a luz do sol da manhã. é primavera há sons e perfumes há cores nos cumes no amor há o afã: Intensa vontade De estar, na verdade Por sobre gramados Ouvindo os recados de insetos dourados cheirando a romã. Se a brisa vier Trará poesia Gorjeios de pássaros Fina melodia Se a chuva vier trará regalia De água bebida em copos de flor. Sim, é primavera E a plena alegria é culpa do amor. # | Terça-feira, Setembro 21, 2004 ( 12:14:23 AM ) IVANA SCHMITZ E A VIDA? "Se esta rua, se esta rua fosse minha, eu mandava, eu mandava ladrilhar, com pedrinhas, com pedrinhas de brilhante, para o meu, para o meu amor passar." Vê! Não há motivos pra sorrir Mas, e a vida? A vida linda, linda e colorida, O céu anil e o sangue da ferida, A mata verde e o cinza da avenida A vida é bela ainda. As celas são lotadas A liberdade mingua Crianças mal amadas E fome na restinga A enchente leva as casas E a seca, a comida Dinheiro ganha asas A vida é dolorida. Mas, e o amor? O amor doce, doce e carinhoso, Buquê de flor, final litigioso O "sim" no altar, o "não" do mentiroso O amor ainda é maravilhoso. Vê! Tantas razões para chorar Eu sem você Sem chance de mudar Mas, e a vida, e o amor, a avenida? A rua linda que eu criei, eu quis sonhar Eu quis sair de casa um dia e te encontrar A vida é bela e o dia finda O amor existe ainda E, mesmo sem você, a noite é linda E é mágico o luar Na rua que eu criei pra te esperar Vê! Por que chorar? Não há motivos pra sorrir Mas há o mar Em cujas ondas os sonhos vem e vão Trazem amores e tristeza ao coração Uns são amados, outros levam solidão. Vê! A vida vale a pena A pena que se paga por vivê-la Porque ela é linda, linda na avenida O verde-mar, a rosa, a despedida Partir, chegar Sorrir, lembrar Chorar uma ferida Recomeçar, lutar Vencer, achar saídas Vê! A vida é linda e o amor existe ainda. E agora diz Se nesse instante Mesmo distante Do que eu muito quis Descrever a vida Vivê-la, tê-la, comovida Não me torna mais feliz? 01/02/2000 # | Quarta-feira, Setembro 08, 2004 ( 3:36:04 PM ) IVANA SCHMITZ
Hoje não há poesia Chorão morreu. Aquele corpinho peludo que descansava, folgado, embaixo do pinheiro Chegou da clínica numa caixinha lacrada, de papelão. Papai enterrou-o à tardinha Em algum lugar do jardim. Não sei como pode, mas ainda o vejo caminhando e miando a cada passo, Aquele miado inconfundível, sempre chorado. Seus olhinhos amarelo-esverdeados, curiosos, Hoje não estão mais aqui. Não é mais preciso fechar a porta da cozinha correndo, Nem esconder os sacos de pão, Nem enxotar Chorão da cozinha; Não vamos mais encontrá-lo dormindo sobre uma cadeira, ao puxá-la para sentarmos à mesa. Chorão ficou doente. Todos nós vimos, mas ninguém fez nada. E quando alguém fez, já era tarde. Domingo ainda o vi, manhoso, estirado descansando. Já não era normal descansar tanto....nem ficar tão quieto... Chorão morreu internado na veterinária E chorei longamente por ele. Hoje não há poesia O jardim está vazio E a poetisa chora por Chorão. # | Segunda-feira, Agosto 16, 2004 ( 11:20:35 PM ) IVANA SCHMITZ Eu ainda não esqueci a senha do blog, embora faça quase um mês que não atualize. Sim, as férias se foram (foi só uma semana mesmo). E os bolos de chocolate também. Já que não há muito tempo para produções literárias mais atuais, vou postar dois sonetos inéditos (embora escritos há 3 anos) que não foram lidos por ninguém. Isso mesmo: ninguém! Pieguices à parte, foram bons exercícios de estilo. PS: não leia se estiver deprimido ou com dor de cotovelo. Piora.
SONETO DO AMOR ABANDONADO O amor abandonado é sempre triste É um pássaro voando com olhar perdido Sombrio e solitário, um pássaro ferido, Voando sem viver, como quem só existe Amor que se abandona às vezes cura Se o tempo eliminar todas as mágoas Como nos rios também mudam-se as águas Como nas mentes sãs nasce a loucura. Mas não há nada que o tempo faça Com o que resta desse amor deixado Com o pesar que de repente invade O coração... e esse pesar não passa Porque esse amor, embora abandonado Sempre nos deixa um pouco de saudade. *************************************************************** SONETO DE ANO NOVO De tudo o que ficou aqui De tudo o que restou de ti Talvez não haja amor algum Mesmo assim feliz 2001. De todas as palavras que eu te falei Também de todas as que eu encontrei Diálogo não há nenhum Ainda assim feliz 2001. Saudades já não temos mais E agora, seja como for Façamos como faz o povo Sorrir, brindar, desejar paz Embora já não haja amor Brindemos Feliz Ano Novo. # | Segunda-feira, Julho 19, 2004 ( 2:19:26 PM ) IVANA SCHMITZ Enfim, férias! Depois de séculos sem atualizar o blog, desfruto da alegria indescritível de acordar às 9 da manhã, tomar o desjejum sem pressa, procurar inúmerar canções no Kazaa e cavar um poema do fundo do baú para postar aqui. Não é maravilhoso?? Então lá vai... um poema que escrevi em 1991, quanto eu tinha 10 anos, com todo o sabor de férias de julho:
COMPRO! O amor? Se estiver à venda A fita? Se for de renda O dinheiro? Não quero não! Compro! Os canários do azul do céu O doce gosto do mel A rosa das mais vermelhas A noite que sempre chega Como um negro manto em véu Compro! Os beijos de aniversário As velinhas, os conviados O bolo, principalmente! Com chantilly e merengue Mas não guardo em lugar precário Jamais dentro de um armário! Lá no fundo do meu peito Ponho o canário a cantar Prendo a fita no cabelo E espero o amor chegar O meu véu, meu manto negro Logo vem, está por vir Quando o sol se põe à tarde Vem a noite me cobrir E sinto a rosa vermelha Seu perfume que incendeia Num vermelho cor de vinho A pena é que tem espinho E lembro-me com saudade Das festas da minha infância Dos bolos deliciosos Com chantilly e merengue Dessas coisas que eu gostava No meu tempo de criança. PS: é engraçado que eu escrevi como se não fosse mais criança, mesmo tendo 10 anos. Que serelepe! É que o poema foi inspirado em um texto que lemos na aula de português. Aí a professora pediu que escrevêssemos algo parecido. E saiu o poema. Espero que gostem. Ivana # | Quinta-feira, Junho 24, 2004 ( 10:23:34 AM ) IVANA SCHMITZ SONETO DE ESPUMA
pintura de Eva Gonzalo, retirado do site www.navedelarte.com/artistas/eva_gonzalo.htm Escuta as horas, como passam lentas, Vidas sedentas de qualquer verdade. Vê as auroras, rubras e magentas, Aqui te assentas ante a realidade. Se tu pudesses dissipar a bruma O que teus olhos não veriam? Se tu soubesses desfazer a espuma Onde teus sonhos estariam? Mas não há bolhas de sabão e água, Tampouco há qualquer neblina em nós, Nenhum motivo há de estupor; Tal qual as bolhas, nós estamos sós, A nossa névoa é nada mais que mágoa, E dissipado está o que era amor. # | Terça-feira, Junho 15, 2004 ( 5:09:44 PM ) IVANA SCHMITZ Exceção (de novo) Gurias! Ahhh! Finalmente passou a "bem dita" prova de morfologia! Alguém sabe como é o coletivo de cardeais quando se reúnem para escolher um novo papa???? E eu que não lembrava se 'te" era pronome tônico ou átono... Bom, em todo caso fomos tri bem no trabalho :-)) né! Beijo pra vocês e até segunda! # | ( 4:59:10 PM ) IVANA SCHMITZ
Rodoviária Lento é o tempo Da espera. A rodovia Quente O vái-vem Da gente O tempo desespera. E a vida vai em cada ônibus A vida vai Sumindo nas paradas Muda Descendo em cada ponto Tão sofrida Tão singela A vidá pára em cada sinaleira Tão rotineira A vida passa e não sentimos falta dela Some nas esquinas Cheia de sacolas e crianças A vida escalda no sol das 13 horas Queima os pés no asfalto Chapéu de palha Ou salto alto. A vida falha Porque se vai Não mostra a direção E, com o tempo, Faz dos sonhos ilusão Rodoviária As áreas várias As calhas das casas O homem que atalha A moça de saia As flores queimadas De sol, nas calçadas, O lixo, que espalha, O odor que exala É a vida que fala E cala E espera sentada Num banco Num canto Da rodoviária. # | Segunda-feira, Maio 31, 2004 ( 5:27:31 PM ) IVANA SCHMITZ Esse é pra vocês, Rosane e Léa. Vamos rir um pouco depois de tanto estresse fazendo o trabalho sobre advérbios :-) POEMA GRAMÁTICO Forma de bolo Mil vezes melhor Que o estudo da forma. E tu me dirás: - Depende da forma. Eu digo, claro, claro. Há "fôrmas" e "fórmas" E a mal-amada Morfologia. Deleita-te nos efeitos semânticos Da colocação do advérbio; Divaga na idoneidade do substantivo; Circunda-te de pronomes oblíquos átonos; E não te esqueças, por favor, dos adjetivos. Faz com eles sorvetes de inúmeras cores E saboreia a semântica riquíssima do artigo. Ah! Que linda é a forma assim descrita num poema... A realidade das segundas à noite é bem mais modesta. Mesmo assim, acha, acha tudo lindo... Só não queiras estar na nossa pele No dia da prova de Morfologia! # | Segunda-feira, Maio 17, 2004 ( 5:56:07 PM ) IVANA SCHMITZ Exceção
Bom, este é um blog de poesias, destinado apenas a poemas, e não a recadinhos, mimos, beijinhos e outras coisas mais. Não que eu seja contra tudo isso, mas decidi que o blog não seria um diário, e sim um espaço para a poesia. Abramos uma exceção e façamos um recadinho. Minha aluna da 7a série Fernanda pediu-me um poema dedicado à turma dela. Dear, prometo que está saindo...hold on! Kisses, teacher Ivana # | ( 5:49:55 PM ) IVANA SCHMITZ Falta
Nem de casa, comida Nem de amor, nem de ódio Nem sequer de aventura Ou talvez calmaria Nem de flor, de presente Sinto falta. Algo dói, assim, indescritível, É a dor de um vazio sem nome, Indefinido. É falta de cheiro de estrelas, De madrugada fresca, De manhãs gloriosas. É falta da luz de cometas, De ruas antigas, De tardes de chuva, Noites de luar. E que dor é essa, Que não tem nem nome, E muito menos pressa De passar? Que vazio é esse, Que quanto mais enche, Mais vazio se sente, Mais pesar? É falta de guarda-chuvas Coloridos Rodopiando na praça. É falta de bolo de laranja Feito em casa. Eu sinto falta de mim E não me encontro mais. Onde me escondi? Que vazio, que vazio, Que senti! Eu que sinto Muito Ainda estar aqui. # | Quarta-feira, Maio 05, 2004 ( 10:31:41 AM ) IVANA SCHMITZ TRÊS DE MAIO Quando maio chega Aquele frio intenso (Não tão intenso) Aquece o ar das bocas Resfria a respiração Chuvas constantes (Nem tão constantes) Mas insistentes Dão-nos saudades De algum verão Quando maio chega As roupas pesam Os corpos pesam Tudo nos deixa Certa impressão De que a constância E a inconstância Caminham juntas De mão com mão Antes fosse a chuva Antes fosse o ar Leve como pluma Livre a flutuar A espionar Algum coração Quando maio chega Ninguém mais duvida Da dor infinita Que podem causar O cinzendo céu A chuva outonal E aquele ventar Só vêem os poetas Beleza assimétrica E luz hipotética Nesse estranho olhar Olhar de quem vê Sem sequer olhar... # | Terça-feira, Abril 27, 2004 ( 12:32:13 AM ) IVANA SCHMITZ INCERTO Faz-se das lágrimas a poesia Golpe de ar a ecoar no vento Torna a voar e vira esquecimento Um fio de dor, uma rajada fria. Faz-se lembrar no âmago do ser É o pesar que descolore a vida E cada lágrima descolorida Torna-se um verso, morre em meu viver. Os versos fluem e a estrofe esconde Em si palavras que nunca são ditas Que permanecem em oculto, escritas Nalgum lugar que não se sabe onde Talvez estejam fixas no olhar Dissimuladas, a espionar a alma Pois pelos olhos aparentam calma E ocultam n'alma a imensidão do mar. Faz-se da flor, a que perfuma e fere, O mesmo amor que, verdadeiro e incerto, Faz o distante parecer tão perto, A mesma dor que diz "esqueça! espere!" E quem me pode compreender tal sorte De um sofrimento que é inexprimível Pois o poeta anseia o impossível E vive assim até chegar à morte. # | ( 12:27:05 AM ) IVANA SCHMITZ MAR DE ROSAS
Disse: Se eu tivesse rosas, Delas eu faria Belo e vasto mar. Pensa, o que seria Ter uma baía E um mar de rosas Para descansar? Mas... Que vale essa prosa Se a maresia Desse mar teria Gotas de luar? É que a lua, triste, De tanto chorar Inundou as rosas, Delas fez o mar. Poema publicado na antologia Então Surgem Poetas, pela Cooperativa dos Estudantes de Letras da UNISINOS, em 2002. # | ( 12:24:17 AM ) IVANA SCHMITZ CIRANDAS Dançarei cirandas Com os cataventos E farei guirlandas Só de flor e vento. Dançarei cirandas No esquecimento Das frias varandas Feitas de cimento. Dançarei eu só Com minhas guirlandas Só de flor e vento. Para que ter dó Se tenho cirandas Flor e cataventos? Poema publicado na antologia Então Surgem Poetas, pela Cooperativa dos Estudantes de Letras da UNISINOS, em 2002. # | Segunda-feira, Abril 26, 2004 ( 5:48:25 PM ) IVANA SCHMITZ VISÃO "Amor, visão transparente Que transparente visão Nascido no olhar da gente Floresce no coração." (versinho popular de autoria desconhecida) Amor, visão já tardia Visão que é pura ilusão E vê que o amor que seria É, na verdade, paixão. Amor, visão doentia Que doentia visão Que faz do ódio alegria E da liberdade, prisão. Amor, visão que batia Cuspia, jogava no chão (Depois que todas bebia) A Maria, os filhos, o cão. Amor, que é pedofilia Visão dessa distorção Que ama de uma só via Que sofre essa aberração. Amor, visão que é em parte E agora é imperfeição Um dia, porém, face a face Terá perfeita visão. # | Segunda-feira, Abril 05, 2004 ( 5:10:57 PM ) IVANA SCHMITZ VENTO Vê Lá vem o vento Deixa-te levar Vê O vento é forte E te faz voar Vai Tomando a tua estrada O vento assovia Levando da calçada Folhas de alegria Vai Vislumbrando a vida O vento é veloz Esvoaçam sonhos Dantes tão risonhos O vento é voraz Vem Porque na verdade Vaga uma saudade O vento é anil Vem Que vã tentativa Viver à deriva Coração vazio Já Não suportas ver De nada viver O vento revolta Já Vi tua partida Dói-me uma ferida Vai-te amor, Mas volta. Esse poema foi publicado na antologia Então Surgem Poetas, pelo COOPRAC da UNISINOS, em 2002. # | Segunda-feira, Março 22, 2004 ( 5:30:54 PM ) IVANA SCHMITZ EU VOU TE AMAR
óleo sobre tela de Juan Emilio Checa Quando em dias tristes não raiar o sol E se na noite escura não brilhar farol No mar revolto tudo naufragar Eu vou te amar Mas se um raio desse sol sair E se no ébano um farol surgir A vida em águas calmas navegar Ainda assim Eu vou te amar Na casa dos segundos No vagar das horas Eu vou te amar nos leitos moribundos E em todas as auroras. Eu vou te amar por todos os meus dias Em triste desalento Eu vou te amar em todas tardes frias E nas manhãs de vento. Eu vou te amar em cada vão momento Minutos de saudade Eu vou te amar num desespero lento Até à eternidade. # | Sexta-feira, Março 12, 2004 ( 5:36:38 PM ) IVANA SCHMITZ O OLHAR DO SONHO
O negro olhar do sonho É um céu infindo de lembranças O negro descansar do dia encontra a noite E encanta; acalanta o susto. Porque escurecer traz medo E o dia treme no findar da tarde. Escurecer é abraçar a noite Sem temer seu negro olhar que desce. Escurecer é aceitar a ausência insípida de cores vivas Negra é a noite O mais são sombras. E se os teus olhos escurecem, Inventa as cores. Reconstrói as formas e as texturas. E lembra, Que a lembrança é a tua íris e reflete O negro olhar do sonho, O escurecer que a noite traz, inevitável. Se os teus olhos escurecem Sonha. # | Segunda-feira, Março 08, 2004 ( 5:33:45 PM ) IVANA SCHMITZ SMILE!
Há que se ter um bom sorriso, Nem que seja à base de fluxetina! Ando completamente sem tempo para o blog. As aulas da faculdade começaram, e o meu trabalho também! Agradeço aos comentários dos amigos que ainda tomam um tempo para ler meus poemas. Obrigada! # | Quarta-feira, Fevereiro 25, 2004 ( 11:43:58 AM ) IVANA SCHMITZ POR QUE CHORAS?
Por que tu choras assim? Por que tu choras? Se tua dor não tem, enfim, tantas auroras? Por que te sentes, meu amor, tão triste? Tu, aquela flor que, mesmo bela, Um dia acorda e de viver desiste Um dia morre e por viver anela. Por que teus sonhos são lembrança? Se tu és sonho, tu és cor, és vida E nada há mais lindo que a esperança De ter e desejar uma saída? Por que tu sofres assim? Por que tu sofres? Se de repente em mim Tu te descobres? Por que tu choras, meu bem? Se tens tristezas Tenho-as também Mas há belezas. Eu choro a dor como se dor não fosse. Eu choro como quem nem chora. Eu choro tudo o que a tristeza trouxe E tudo o que ela já levou embora # | ( 11:31:50 AM ) IVANA SCHMITZ DOR Poesia é dor Transforma-a em cor E pinta as casas frias Enche de vida paredes vazias Fala de amor. Poesia dói. Se não a libertas, ela te corrói Mas, se a despertas Portas são abertas E ela então constrói. Poesia flui Cada verso dela instrui Tuas páginas brancas Liberta-te das tuas trancas Teu castelo rui. Poesia é som É musica que, sem ter tom, Descobre tua melodia Afina tua alegria E encontra, enfim, teu dom. Poesia diz Talvez o que se quis O que quis ser verdade O que viveu saudade O que morreu feliz. Poesia é dor Trêmula, incolor Chega na aurora No poente chora E morre de amor. # | Quarta-feira, Fevereiro 18, 2004 ( 11:47:16 PM ) IVANA SCHMITZ POEMA TRISTE Não te parece bela a imagem plácida Das folhas de plátano outonais Caídas ao chão? É, porém, vestígio de morte, desolação. E a pérola, rara, dispendiosa, Que te enche os olhos de brilho e admiração? É, porém, dor à concha que a produz. Que dizer do sândalo que, ferido Exala doce e suave perfume? Assim também é o poema triste. Belo, indescritivelmente belo na tristeza única. Aquele que lês e, enfadado, exclamas: - Esses poetas são todos uns melancólicos infelizes!!! E eu...ah! Eu que só queria falar das coisas belas... # | ( 11:39:58 PM ) IVANA SCHMITZ DE PASSAGEM Bem-te-vi canta sozinho No fio de luz do caminho Bem te vi, passando à toa, Tão só, remando a canoa Na rua, toda alagada Fugindo da enxurrada! Bem-te-vi canta saudoso O homem, em tom choroso Chapéu, viola e palheiro No bar canta o violeiro Bem-te-vi canta aprumado No poste em frente ao mercado Mal te vi, só de passagem Eu nem gravei tua imagem! Bem-te-vi chegou na aurora Foi-se o sol, foi ele embora Bem-te-vi cantou contente Voou feliz, no poente Mas, quando amanhecer, será que ele irá volver? Amanhã vou à cidade Bem te vi, terei saudade. Bem-te-vi canta sozinho Eu sigo o meu caminho E as horas que passo à toa Nos dias frios de garoa Também sozinha eu canto Ao relembrar um encanto Perfume de uma distância Que embala-me nessa ânsia De desvendar tua imagem Mas te vi só de passagem... # | ( 11:33:15 PM ) IVANA SCHMITZ TRAGÉDIA CÔMICA Vida...essa senhora irônica Amor o ator De uma tragédia cômica E nós, mortais, a suspirar na tela Pelas paixões banais que vemos na novela! # | ( 11:30:37 PM ) IVANA SCHMITZ CORROSÃO Oxidando Morrendo aos poucos Em longos dias De solidão Saudade ácida Destrói-me em partes Tenho gastrite No coração. # | Sexta-feira, Fevereiro 13, 2004 ( 12:12:22 AM ) IVANA SCHMITZ INTERVALO
Foto da turma de Seminário Avançado em Língua Inglesa, ocorrido na Unisinos, no semestre passado. Lemos muita poesia e short stories. O material lido em aula está disponível no site da disciplina. Clique aqui para visitar! # | Quinta-feira, Fevereiro 12, 2004 ( 10:57:12 PM ) IVANA SCHMITZ OS DIAS PASSAM Os dias passam Amarguras desse não querer Viram versos, se entrelaçam Nesse meu viver. E tudo o que houver de triste Letra a letra - em verso - eu torno belo E mesmo o sonho que ainda não existe Faz-se real, faz-se pesar, singelo. Então a dor, azul, se desvanece Ao toque da caneta no papel E a poesia - arte - estremece Os versos pintam formas sem pincel. Quadro sem cores Esboço íntimo do ser Pincela flores Deforma as formas do querer. Desfaz os atos Remodela os gestos, o saber E torna os fatos Retratos mudos de qualquer sofrer. Os dias passam Nada que vá permanecer eterno Pingos na janela traçam Os dias frios a anteceder o inverno Traço um retrato que nem formas tem Vestígio vago, pinto em cores frias O rosto estático desse ninguém Letras retratam páginas vazias. Mas nada há que possa ser eterno As noites frias, sim, terão um fim Dourados dias traz o sol, tão terno Ternura e flores chegarão, enfim! # | ( 9:56:50 PM ) IVANA SCHMITZ A RUA DO AMOR
O amor está calado Anoitece São poucas as estrelas que ficaram. Seu sonhar alado Entristece Ao perceber que os anos já passaram. O amor está sem asas Foram cortadas Anda descalço nas ruas vazias Observa as casas As faces marcadas Gestos tão secos e expressões tão frias... O amor dorme nos bancos Com os mendigos Ceia de restos, junto aos renegados São negros, brancos Têm poucos amigos Vivem excluídos e abnegados. O amor espera Mas está cansado Quantos anos mais irá sobreviver? Tudo o supera É posto de lado Todos o confundem com o prazer. Não o reconhecem A rua do amor está deserta Nela há apenas um jardim sem flores. Enquanto dele esquecem A vida permanece incerta Cheia de mágoas e de dissabores. O amor se engana Entretanto Porque todos os dias ele nasce. Seu perfume emana Em todo o canto Como se ele fosse e sua luz ficasse. Muitos agora dele sentem falta Estão à procura O querem ainda Porque o amor é como a noite alta Embora escura Continua linda! # | Quarta-feira, Fevereiro 11, 2004 ( 9:38:27 PM ) IVANA SCHMITZ EU E A BARATA
Liguei a luz e demos, ambas, um salto para trás. Ela na parede, fazendo aquele tec-tec-tec com as patas E mexendo as antenas; Eu de chinelo e pijamas. E sem óculos. Ela em cima da porta do banheiro; Eu querendo entrar no banheiro. Ela, 4 cm, com medo. Eu, 1,74m, com medo. Ela é menor, Mas meu medo é maior. Ela vence. Eu vou embora. Ela fica. De manhã eu faço o mesmo caminho E encontro, para meu espanto, Aquela barata no chão do banheiro, esmagada, Provavelmente por alguém que teve menos medo que eu. # | Terça-feira, Fevereiro 10, 2004 ( 7:48:36 PM ) IVANA SCHMITZ MADALENAS
Mulheres da vida Que vida não têm; O corpo é o comércio O amor, de ninguém. São rosas feridas Meninas serenas São mil madalenas Sem rumo, sem lei. Os sons que elas ouvem Não são melodia Não têm maestria Beleza não vêem. São elas, pequenas, Mulheres, meninas Vivendo de esquinas Pra ter seus vinténs. Quem irá salvá-las Tirá-las da vida Dar-lhes a saída Torná-las alguém? Quem irá buscá-las Livrá-las das pedras Das ruas quebradas Das duras jornadas? Essas madalenas Flores de ninguém. Mulheres da vida Que vida não têm. # | Sexta-feira, Fevereiro 06, 2004 ( 12:12:09 AM ) IVANA SCHMITZ SE O SOL SE PÔR
Se o sol se pôr E eu me for Quem vai falar de amor? Se o sol se pôr Não haverá calor Para aquecer e acalmar a dor. Se o sol se pôr o adeus trará rancor Que não aceitará favor. Mas o sol se pôs E as hipóteses se foram, nulas Não há depois Não há lugar para amarguras A lua vem E a magia das belezas suas Compensa a falta do calor das ruas Que, sem o sol, ficam assim, tão nuas Tão desprovidas de amor. # | Quinta-feira, Fevereiro 05, 2004 ( 11:52:36 PM ) IVANA SCHMITZ DIA DE VENTO
O último dia de uma idade nossa é sempre de vento Como se aquele ano fosse embora Junto com as folhas e tudo o que está no chão e não se quer mais O último dia É a última história De uma faixa etária que não teremos mais. O último dia é a última dor dos 15, 20 ou 60. O último dia é, também, a última coisa que não volta mais. 12/12/2003 # | Quinta-feira, Dezembro 04, 2003 ( 11:43:09 AM ) IVANA SCHMITZ PARTE A parte de mim que hoje parte Pode estar em qualquer parte Pode estar em parte alguma Pode ser que nunca falte. Talvez seja um caso à parte, Ou pouca coisa consuma. Talvez seja pura arte, Diáfana como a pluma Que vaga por qualquer parte E está em parte nenhuma! # | ( 11:41:42 AM ) IVANA SCHMITZ AS COISAS
Tudo o que aqui fora é tão singelo, No papel é belo. Tudo o que parece tão disperso, No papel é verso. E aquele amor real, tão rarefeito, No papel é amor perfeito. E até a dor, cruel, que nunca finda, No papel é linda! Apenas um defeito Tem a branca perfeição. É belo, é verso, lindo É, porém, pura ilusão. # | ( 11:38:44 AM ) IVANA SCHMITZ SOM II Tão só Que sou É sempre assim Que sol Que som Que amanhecer A solidão Se foi sem mim Saudade É só Sorrir Sofrer O céu Soltou O entardecer Há som Silêncio Em meu ser # | ( 10:43:33 AM ) IVANA SCHMITZ SOM Sonhos mil... todos com S Esse vazio de quem esquece O que não viu, já amanhece Você sorriu, mas me entristece. E triste está o dia Embora o sol aqueça Embora o azul que havia Aos poucos desvaneça. Eu insinuo qualquer som As cordas soam qualquer tom Não sei se é sina ou se é dom Só sei sonhar, e é tão bom... E boa está a vida Embora o tempo passe Embora a despedida Aos poucos nos afaste Você já foi, importa a dor? Sabemos nós qual é a cor? Nem bem sentimos o sabor Dessa ilusão chamada Amor. (02 de maio de 2001.) # | ( 10:40:00 AM ) IVANA SCHMITZ AZUL
Algum azul Uma tristeza esparsa Um quê, vazio De algum acaso Breve. Alguém que já se foi Ninguém em casa Sente o anil Que desintegra Leve. Assim o céu Depois que a chuva passa O que sentir O que dizer Demora. Antes, então, Que tudo se desfaça Só uma vez Diga que me adora. Eu te prometo não chorar Enquanto Desconhecido, já te vais embora. Eu te prometo esconder Meu pranto Sorrir apenas Como fora outrora. Eu só te peço, por favor, que digas Uma vez mais O quanto me adora. # | ( 10:36:43 AM ) IVANA SCHMITZ I Meu amor tem medo De viver sonhando Morrerá tão cedo Morrerá amando Meu amor já sabe Ficará sozinho É o que lhe cabe Nesse vão caminho Meu amor só chora Quando tem saudade De quem foi, outrora, A felicidade Meu amor é tanto Que até se espanta De existir enquanto Tudo o desencanta Meu amor tão cedo Vai morrer amando Viverá sem medo Viverá sonhando
II Meu amor virá Quando não sei bem Ele surgirá Na forma de alguém Meu amor será Como mais ninguém Ele me trará Todo o amor que tem Meu amor dirá Que não vive sem Ter alguém pra amar é o que o sustém Meu amor também Pode ficar triste Será que ele vem? Será que ele existe? # | ( 10:32:17 AM ) IVANA SCHMITZ O MEU AMOR QUE É FEITO SÓ DE ESPERA
O sol se pôs agora às 6 da tarde Há flores, logo chega a primavera Eu te direi então, sem muito alarde Do meu amor que é feito só de espera. Tu me dirás que não será possível Passar a vida a esperar que um dia Seja real o que é inatingível Haja o amor que tanto se queria. Tu me dirás que sentes sim saudade Porém não podes sucumbir com ela Melhor deixar-me se ela assim te invade O tempo apagará qualquer seqüela. O sol se pôs mas é tão cedo ainda Se eu te encontrar em alguma quimera Talvez te espantes vendo que não finda O meu amor que é feito só de espera. # | ( 10:29:03 AM ) IVANA SCHMITZ SORRY
Eu sinto muito que a palavra acabe Pois quero ouvi-la e recebê-la ainda Eu sinto muito se você não sabe Que há começo quando tudo finda. Eu sinto muito por sentir saudade Já sendo tempo de não mais senti-la Eu sinto muito se não é verdade Que amar nos deixa a alma mais tranqüila. Eu sinto muito por aqueles dias Pelo momento que já se perdeu Eu sinto muito pelas noites frias Manhãs sombrias que você viveu. Eu sinto muito, mas eu quis mudar Essa tristeza que você carrega Essa distância fixa no olhar. Eu sinto tanto, mas você se nega A dividir todo esse seu pesar E a demonstrar algum sinal de entrega. # | ( 10:25:04 AM ) IVANA SCHMITZ COMO NÃO TER ABRIGO NA TORMENTA Como não ter abrigo na tormenta Como não ver a lua em noite alta Como ter frio enquanto o sol esquenta Assim sou eu sentindo tua falta Nadar em fuga contra a correnteza Com pés descalços, cruzar o deserto Assim sou eu nos mares de tristeza Assim estou, pisando em solo incerto. Como ter fome e não ter alimento Longe encontrar-se de qualquer cidade Assim sou eu nesse esquecimento Vazio que é falta cheia de saudade. # | ( 10:22:10 AM ) IVANA SCHMITZ SAUDADE A saudade é a chama do que não tem volta Forte dor que inflama o peito e se revolta. A saudade acorda tudo o que se esquece Quanta dor transborda... alma que entristece. E os que a sentem sabem que não há saída Que os liberte dela enquanto dura a vida Ela os acompanha... essa é sua sorte Viver de saudades 'té chegar a morte. # | Segunda-feira, Outubro 27, 2003 ( 4:25:41 PM ) IVANA SCHMITZ FOLHA
O trevo só tem três folhas. Que tristes as folhas são! Que trágicas as escolhas Tomadas por distração. A folha que falta é triste; As trevas da noite, então... E tudo o que agora existe É triste desolação. A trama da teia insiste, Linguagem sem tradução. O trêmulo olhar desiste, Que tristes os olhos são! Tristezas que trazes, vento, Das folhas que, sem razão, Terminam no esquecimento Concreto e cinza do chão. # | Segunda-feira, Julho 28, 2003 ( 6:05:49 PM ) IVANA SCHMITZ Verso e Reverso Prosa em excesso Não faz bem.. Poesia é o que enche Corações De ninguém # | ( 5:57:46 PM ) IVANA SCHMITZ CONTRADIÇÃO O amor é o inverso Do inverso da ação Ele é feito de um verso Disperso em canção O amor é o excesso De fascinação Dissabor, retrocesso Expresso em razão E amar é loucura Cheia de paixão É andar à procura D'outra solidão É amarga doçura É serena explosão É doença que cura Qualquer coração Amar é a mais pura Contradição. # | Quinta-feira, Julho 24, 2003 ( 10:35:16 PM ) IVANA SCHMITZ TOMANDO MARACUJÁ
Na beira da praia Estava eu sentada. A onda do mar Levou meu amor. Se eu for procurar, Eu morro afogada! Se ele não voltar, Eu morro de dor... # | ( 5:47:40 PM ) IVANA SCHMITZ SÃO TANTAS
(poema escrito em 1991, quando eu tinha 10 anos. A primeira estrofe foi feita com a sugestão de Diana Jaquelina da Silva) São tantas as flores Que caem no jardim São tantos amores Que morrem por mim São tantas estrelas Da noite enluarada São tantos olhares... São tantas as cartas... São tantas lembranças Do tempo passado São tantas promessas De estar ao teu lado. # | ( 5:44:54 PM ) IVANA SCHMITZ JESUS, OH! REDENTOR Jesus oh! Redentor, a Ti exultemos Louvar-Te vamos, Cristo Salvador Te bendizendo em tudo o que fazemos Agradecendo Teu grandioso amor És, ó, Jesus, o meu melhor amigo Me auxiliando em horas de temor E na tristeza, sempre estás comigo Que a minha vida seja em Teu louvor. Se os amigos me abandonarem Sozinha sei que eu não ficarei Mandas Teus anjos para proteger-me Em Tuas mãos segura eu estarei. Em Teu caminho que eu permaneça Para vitórias poder conquistar De Teu amor que eu não esqueça A salvação irei eu alcançar! # | ( 5:39:50 PM ) IVANA SCHMITZ O CAMINHO Escolhi o caminho Caminhei sem cessar Eu pensei no futuro Em Jesus encontrar Porém não foi fácil E pensei em parar Mas segui meu caminho Caminhei sem cessar Tropecei em mui pedras E tombei eu ao chão Mas Jesus deu-me forças, Com amor, gratidão Muitas vezes chorei E chorei sem parar Mas segui meu caminho Caminhei sem cessar A estrada era estreita Os atalhos também E ao buscar eu ajuda Não havia ninguém Mas meu Deus deu-me forças Para eu não cansar E fui eu adiante Prossegui sem parar Escolhi meu caminho Caminhei sem cessar Coração radiante Cheguei eu em meu lar! # | ( 2:35:23 AM ) IVANA SCHMITZ A ARTE QUE SE CHAMA AMOR
Criar e recriar em verso, Recolorir usando toda a cor; E assim unir o que está disperso, Essa é a arte que se chama amor. As cores ternas trazem alegria, E pintam dias cheios de calor, Como se fosse sempre aquele dia Em que a ternura extinguiu a dor. As cores friam pintam o céu anil; Ventam as folhas caídas no chão. São tantas formas, tantos sonhos mil... Mal cabem todos num só coração. Pois Deus, tão sábio - o Artista eterno - Recoloriu o amor dantes sonhado, Findando assim os dias frios de inverno, Criando novos dias ao teu lado. Essa é a arte que se chama amor, Feita por Deus para a felicidade Daqueles filhos que, por Seu favor, Alcançarão, enfim, a eternidade! # | ( 2:22:38 AM ) IVANA SCHMITZ NOSTALGIA
Debruçada na janela do meu quarto O tempo já não mais existe Não posso ser feliz nem triste E na carona dos meus sonhos parto. Debruçada a ouvir os ecos do passado O tempo pára, me pertence agora E nada fica, e nada vai embora A noite é linda em seu luar minguado. Debruçada na janela das lembranças Música longe, doce é a melodia Que nos embala e nos envolve em alegria Eu te procuro em minha caixa de esperanças. Debruçada a sonhar felicidade Das utopias, a mais inatingível Como teu sorriso ausente e invisível Do que não houve, morro de saudade. # | ( 2:19:09 AM ) IVANA SCHMITZ PALAVRAS Nem todas as palavras podem ser medidas, Nem todas as palavras podem ser faladas, Nem todas as palavras mudam nossas vidas, Nem todas as palavras são palavras. # | ( 2:14:08 AM ) IVANA SCHMITZ UM DIA HEI DE VER MEU SALVADOR Um dia hei de ver meu Salvador, Aquele cujo amor me transformou, O triunfante Rei que libertou Meu ser, meu coração tão pecador. Um dia hei de ver chegar Jesus, O Príncipe da Paz, o Rei Maior, Miríades de anjos ao redor Do Salvador que triunfou na cruz. Um dia hei de ver Cristo voltar, Por entre as nuvens, a resplandecer no céu, E do invisível retirar o véu, E os que dormiam, ver ressuscitar. E quando lá no céu chegar, Entoarei eu hinos de louvor, Oh! Que alegria ver meu Redentor, E para sempre com o Rei morar! # | ( 2:05:35 AM ) IVANA SCHMITZ INCOLOR
Chovendo lá fora, Lá fora chovendo, Tudo umedecendo, Molhado de pranto; A chuva demora, No vidro escrevendo, Com pingos dizendo: Quebrou-se o encanto! A chuva lá fora E eu aqui dentro. O peito sedento De um pouco de amor; Se eu fosse embora E a chuva parasse, Se a chuva levasse Meu pranto incolor, Talvez eu gostasse De ser poesia, E a vida teria Um pouco de cor. # | ( 1:53:40 AM ) IVANA SCHMITZ CHUVA Chumbo de céu Pesado voar Mil pássaros a planar. Chumbo é o véu A acobertar Mil sonhos e algum pesar Cinzento céu Chumbo de véu Mil pássaros a voar É chuva que vem Retrato de alguém Que um dia só fez chorar. # | ( 1:31:05 AM ) IVANA SCHMITZ 15 OU 9 RIMAS POBRES Vou guardar Pra quando eu voltar Minhas rimas pobres As lembranças nobres Este é o meu lugar. Vou guardar Pra poder lembrar Pois se algum dia (Como eu gostaria!) Se você chegar E me vir aqui (Sempre) a esperar... Vou guardar Mas longe de mim Não me quero assim A choramingar Vou guardar Num lugar qualquer E onde estiver Sei que vou lembrar. Vou guardar Na distância certa De uma história incerta Quem sabe no mar? Vou guardar Enquanto eu viver Mas cá no meu ser Devo confessar Invés de guardar Queria esquecer. # | |
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